
Para muitas famílias, o sonho da casa própria não começa quando as paredes são levantadas. Começa muito antes, quando pessoas que enfrentam as mesmas dificuldades percebem que, juntas, podem buscar uma solução.
Em Curitiba, essa história também é construída por meio da AMIMRI – Associação de Moradores das Ilhas das Margens do Rio Iguaçu. A entidade nasceu da organização comunitária e, ao longo de sua trajetória, participou da construção de projetos voltados à habitação de interesse social. Hoje, a associação retoma esse trabalho com novas famílias e novos projetos, mantendo o mesmo propósito: transformar a necessidade de moradia em projetos concretos.
Por trás de cada cadastro existe uma família, uma história e, muitas vezes, anos de espera. Existe quem ainda more de aluguel, quem divida uma casa pequena com os filhos, quem viva em condições inadequadas e quem simplesmente não consiga, sozinho, alcançar o valor necessário para comprar uma moradia.
É por isso que a habitação de interesse social vai muito além da construção de apartamentos. Ela envolve organização comunitária, planejamento, trabalho técnico, políticas públicas e, principalmente, a participação das próprias famílias na construção de um novo caminho.
A experiência da AMIMRI mostra que uma associação de moradores pode ser muito mais do que uma representação comunitária. Pode ser o ponto de encontro entre famílias que precisam de moradia e os caminhos que podem tornar esse direito possível.
Hoje, novas famílias estão novamente se organizando em torno desse propósito. São projetos que ainda precisam percorrer um longo caminho até se transformarem em moradias, mas que já carregam algo fundamental: a esperança de que uma casa própria pode deixar de ser apenas um sonho e começar a se tornar um projeto de vida.
A história da AMIMRI é, também, uma parte da história da luta por moradia social em Curitiba e no Paraná.



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